marketing para franquias

E aí, vamos falar sobre Marketing para Franquias?

Afinal não basta apenas aplicar os tradicionais conceitos do marketing quando trabalhamos com projetos de franquias, mas sim entender alguns pontos básicos no processo e como aplicar com intensidade as ações em rede.


Thiago Oliveira,
Executivo de Contas e Planejamento – Invente Comunicação

Quando falamos em franquias, devemos sempre pensar em vendas, prospecção rígida e objetiva, afinal, toda a rede sempre pensa no aumento das vendas, expansão de suas unidades, além de obviamente tomar a frente na liderança do mercado sobre suas concorrentes. Mas conquistar o desejado sucesso será um processo de médio a longo prazo, e com várias etapas.

Franquias funcionam em formato padronizado, mantendo pontos bem específicos na estrutura de suas unidades, e normalmente quando um empreendedor investe em uma unidade de determinada marca, independentemente da área de atuação, ele deve ter direito a tudo o que envolva a marca, não somente seus produtos ou serviços.

É preciso oferecer suporte a ele, para tanto, deve-se dispor de uma mesma identidade visual, tipo de operação, ambientação, gestão, divulgação, entre tantos outros itens de obrigatoriedade de uma franqueadora.

E um dos pontos mais impactantes nesse processo é o Marketing! Quando falamos em Marketing para rede de franquias, temos uma diversidade de pontos de extrema importância em toda a sua composição, porém vamos iniciar abordando 3 deles nesta primeira etapa:

  1. COMUNICAÇÃO DA MARCA

Quando trabalhamos o Marketing para redes de franquias devemos nos atentar ao calendário de datas!

Para uma rede, algumas das grandes oportunidades de realizar ações eficazes, e que sirvam para todas as suas unidades, está em saber aproveitar as datas ou eventos específicos para cada tipo de negócio (datas comemorativas/comerciais), onde podemos criar campanhas sazonais (de cunho institucional/promocional).

Em geral estas campanhas costumam ter baixo custo para a rede, pois a criação de peças, ou ambientações, correm por meio do ’’Fundo de Marketing’’ ou ’’Taxa de Publicidade’’, e isso se aplica também para a produção deste material, o que pode ajudar a baratear o custo. No caso de uma unidade precisar de um maior número de itens, esta pode pedir como ’’cota extra’’, pela qual irá arcar com as despesas à parte, sendo que mesmo assim o custo ainda continua reduzido.

Voltando ao uso do calendário como estratégia, o primeiro e mais importante passo é observar com antecedência as datas comemorativas/comerciais que mais motivem campanhas sazonais (ex.: Dia das Mães, Natal, lançamentos, etc). Depois de identificar as oportunidades é fundamental montar um cronograma de ações prevendo o término da elaboração das campanhas com tempo hábil para a distribuição dos materiais aos franqueados, onde estes podem com um bom prazo decorar as unidades, treinar a equipe para falar sobra a promoção e ofertá-la ao consumidor.

Um ponto muito importante em todo este processo de calendário, é justamente que em muitos casos o que mais atrapalha os franqueados em aceitar e aderir às campanhas é justamente o prazo de entrega do material, que quando atrasa deixa qualquer um deles de mãos atadas. Logo, devemos dar imensa atenção na antecipação dos projetos.

O cronograma pode ser elaborado de forma semestral ou anual, e deve ser entregue para seus franqueados, que poderão visualizar todas as ações nacionais, e assim programar sua verba de ’’Ativação de Marketing’’ para as ações locais da sua unidade. Este planejamento pode evitar duplicidade, gastos desnecessários, e aumentar o potencial da campanha. A rede também pode identificar acontecimentos regionais e reverter benefícios para a marca e, consequentemente, para a própria rede.

Caso a franqueadora não dê a devida atenção ao calendário na hora de programar as ações do ano, pode perder uma ótima oportunidade de divulgar sua marca em grande escala e a baixo custo. É exatamente neste tipo de ação que a rede tem chance de utilizar sua capilaridade para alavancar os resultados dos investimentos de Marketing, e mostrar aos seus franqueados quais são as verdadeiras vantagens de fazer parte de uma rede de franquia.

  1. MARKETING DE INAUGURAÇÃO PARA NOVAS UNIDADES

Ao inaugurar uma nova unidade franqueada, não importa o segmento e nem o nicho de mercado, devemos sempre levar em consideração que mesmo a marca já sendo conhecida em diversas regiões, muitas vezes vai ingressar em praças onde não estará no mindset dos consumidores. Afinal de contas, o Brasil é um país extenso e com muita variação sociocultural.

Sempre é importantíssimo que seja feito um plano adequado para divulgar a inauguração de uma nova unidade, comunicando a região e seus consumidores sobre a nova oportunidade no mercado.

As ações de Marketing nesta fase são importantíssimas. O primeiro passo é elaborar um cronograma de atividades, definindo prazos para cada uma das ações, porém é justamente aí que devemos pensar bem… em quais ações devemos investir para realizar uma inauguração!

Muitas franquias fazem uma festa de inauguração, já outras não vêm necessidade de um evento especifico. Vamos ver algumas ações que podem ser interessantes para movimentar o início do trabalho:

Assessoria de Imprensa: se formos observar com atenção, é interessante para a franqueadora divulgar suas ações de expansão. Através da assessoria de imprensa, pode-se divulgar releases sobre a nova unidade, e algumas matérias que falem sobre as metas de expansão da rede. Em geral estes dados serão divulgados em publicações que são voltadas a empresários, objetivando informar ao mercado sobre o sucesso da marca (isso quando visamos o que consideramos ’’macromarketing’’). Por um outro lado, o franqueado pode solicitar que a assessoria de imprensa produza um release específico sobre a nova unidade, direcionando este para a mídia local da região, e aproveitar para convidar o público para a inauguração (uma ação de ’’micromarketing’’).

Em geral essa ação acaba tendo custo zero para o franqueado (ou deveria), e pode ser altamente efetiva no intuito de atrair os primeiros clientes para a unidade, e ainda valorizar o ’’Fundo de Marketing’’ que ele mal começou a pagar. Para que isso possa acontecer de forma bem direcionada, é importante que a assessoria mapeie as publicações locais como jornais, revistas, sites, rádios, influencers, entre outros, que tenham o perfil do público-alvo da marca naquela região.

Ações de Relacionamento: informar ao entorno sobre a nova unidade como empresas, condomínios residenciais, comércios próximos pode ser uma boa oportunidade de tornar a loja popular na região. Este tipo de ação pode ser planejada com ações de sampling, mala direta, promotores, quiosques de atendimento, ou mesmo através de parcerias com lojistas locais para deixar o material de divulgação em seus estabelecimentos, e assim poder oferecer vantagens aos clientes destes.

Comunicação Visual: com um bom trabalho de sinalização, é possível atrair muitos clientes. Existem dados que afirmam que o volume de clientes que entram em uma unidade simplesmente por sentirem-se atraídos pela comunicação visual corresponde a quase 65% do total de movimento, ou seja, investir em uma comunicação visual externa bem feita, atrativa e direta é importante para auxiliar na captação de clientes.

Evento: o dia ’’D’’ chegou, as portas vão abrir para a “gran premiere”, porém, vamos rebobinar a fita, isso mesmo, antes de abrirmos as portas é importante certificar-se que a franqueadora já tenha enviado o que podemos chamar de ’’enxoval de inauguração’’ ou simplesmente ’’enxoval de PDV’’ (em geral composto por papelaria, folheto de produto, displays, cartazes, banners, faixas, material promocional como amostras grátis, brindes entre outros). Agora sim, pode chamar o carrinho de pipoca, ou o buffet e abrir as portas ao público!

  1. CAMPANHAS PROMOCIONAIS

Criar ações promocionais é fundamental para os clientes poderem ter acesso e experimentarem os produtos/serviços de uma rede. Tais promoções podem ser divulgadas por meio de ações regionalizadas com foco nas unidades. É possível fazer visitas de reconhecimento no comércio local, que serve como termômetro para análise do mercado e oportunidade para diferenciar-se da concorrência.

Lembrando que estas ações promocionais podem não ser apenas atreladas a ’’preço’’, mas sim uma integração de oportunidades ao consumidor ou até mesmo um bom ’’plano de fidelidade’’.

Através de um planejamento estratégico que apresente regras, formas e prazos para gestão das ações, podemos executar toda uma ambientação da unidade com faixas e banners na fachada, divulgar promoções utilizando folders, e-mails marketing, WhatsApp Marketing, SMS, mídia local entre tantos outros.

Ou seja, trabalhar com Marketing para franquias envolve todo um processo de comunicação ’’360°’’, uma vez que nos faz avaliar não somente a logística e seus resultados, mas também os impactos que geram na empresa, desde a sua criação, até o cliente final. Sempre lembrando que temos dois tipos de clientes quando falamos em franquias: o franqueado e o consumidor!

Agora que já abordamos 3 pontos básicos do assunto, mãos à obra… E fique ligado em nosso blog, pois iremos em breve abranger outros assuntos sobre o tema Marketing para Franquias.

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neuromarketing

Neuromarketing: conheça os 6 estímulos que influenciam nossa tomada de decisão

Este texto é uma expansão do conhecimento acerca do tema claustrofobia. Ops, não. Dieta paleolítica, teoria reptiliana, análise de tendências, profusões de pensamentos modernos, consumos supérfluos, economia criativa, infusões de chá, fake news, design thinking, interfaces biônicas. Mentira. Marketing intravenal. Bem, fato é que nós, seres humanos da espécie “sapiens”, retemos apenas 30% da informação recebida. E o número 3 aqui é muito importante.


Mariana Poczapski,
Header de Criação – Invente Comunicação

Convido você, caro leitor, a ler novamente (em voz alta) a terceira frase que inicia este texto. Agora, sem olhar, tente se lembrar das palavras lidas. Lembrou? Quantas palavras conseguiu memorizar? Se considerarmos um gráfico com eixo x/y, onde “x” é atenção e “y” é o tempo em que nosso cérebro permanence atento, teríamos algo parecido com isto:

marketing emocional

Esse gráfico foi o resultado do mesmo exercício realizado em sala, com minha turma de Neuromarketing. Após o professor recitar rapidamente uma série de palavras, o número de pessoas que lembraram de cada palavra corresponde ao eixo “y”. Ao final, temos um desenho que nos mostra que o maior número de acertos concentra-se no início e no fim do gráfico. As palavras ditas “pelo meio” da conversa praticamente não foram lembradas. Surpresos, falamos: “é sério que tinha essa palavra no meio daquelas? Fomos enganados? Seria uma pegadinha? Estávamos sendo testados?” Hmm, sim e não. Na verdade, era nosso próprio cérebro mostrando uma das facetas do seu mágico funcionamento. Retemos 30% das informações. Temos início, meio e fim.

O cérebro humano (o seu, o meu e o de seu cliente) necessita de alguns estímulos básicos para absorver a informação de maneira efetiva. O ciclo começo & fim é uma delas. Impressionante é quando paramos para pensar nas tríades existentes em nossa história, tal como “pai, filho e espírito santo”, “nobreza, clero e povo”, “alma, corpo e espírito”, e por aí vai. Estamos habituados a pensar somente em funções relacionadas a lado direito e esquerdo. No entanto, o funcionamento desse órgão de 1,5 kg vai muito além dessa dupla conjugal que nos guia para lá ou para cá. Pois, muito além do que achamos que pensamos, tomamos decisões guiadas pelo nosso próprio inconsciente.

Em seu livro “Rápido e Devagar – Duas formas de pensar”, Daniel Kahneman propõe um modelo de pensamento no qual o nosso cérebro funciona a partir de dois sistemas que influenciam a maneira pela qual os indivíduos tomam decisões: o sistema 1, que é o do pensamento rápido, funciona de forma automática e involuntária, é inconsciente e não pode ser desligado; e o sistema 2, que é do pensamento devagar, só é chamado quando é necessário para raciocinar, calcular, analisar e resolver problemas.

Imagine que você entra em uma loja de sapatos e vê um modelo que te encanta, que parece combinar com você e é de um bom material. Você confere o preço e vê que seu custo é de R$ 500 e apesar de ter gostado bastante você não está pensando seriamente em levá-lo. Mas, o vendedor indica um desconto de 40%, fazendo o preço do sapato custar agora somente R$ 300. Algo dentro de você muda, sugerindo que tem agora uma ótima oportunidade de negócio. A verdade é que sobre sapatos e uma infinidade de coisas, nós não temos conhecimento suficiente e específico para dar respostas adequadas sobre um custo o custo exato de tal produto. Seria necessário levar em conta a cadeia de produção, matéria-prima, logística, dentre outros fatores. O que se tem de referência aqui neste exemplo, é o valor de R$ 500. E é ele que está influenciando sua decisão de achar que R$ 300 é um preço justo e mesmo promocional.

Ou seja, nosso sistema 1 está – como sempre – buscando uma resposta rápida e com menor custo de energia possível, podendo dizer aqui que ele segue a “Lei do Menor Esforço”. Como o sistema 1 não tem como saber o que seria o preço razoável para aquele sapato, ele utiliza como referência o valor inicial que foi mostrado, o de R$ 500. A este fenômeno, dá-se o nome de “ancoragem”, onde fazemos estimativas a partir de um valor de referência dado para produzir a resposta final, a qual nem sempre é verdadeira.

O nosso sistema 1 possui cerca de 500 milhões de anos e corresponde a parte mais interna, incluindo o cérebro reptiliano — ligado ao instinto — e o cérebro médio — ligado à emoção. Enquanto o sistema 2 possui de 3 a 4 milhões de anos, a mais externa e jovenzinha, chamada o novo cérebro — ligado ao racional. Mesmo a parte mais primitiva do nosso cérebro sendo responsável por funções que dão sustentação à vida, como respiração, frequência cardíaca e etc, existem alguns estímulos que despertam sua atenção. A empresa SalesBrain, primeira empresa de neuromarketing que usa um modelo científico baseado em neurociência para ajudar as corporações a aumentar as vendas, propõe 6 estímulos para despertar essa parte do nosso cérebro.

Auto-centrado

Nosso cérebro reptiliano é genuinamente egocêntrico e egoísta. Não à toa pipocam em nossas timelines fotos de selfies e enquadramentos de câmera que beneficiam categoricamente o nosso  “eu”. Portanto, fazer com que você seja o “centro das atenções” desperta nosso instinto ligado imediatamente à sobrevivência e bem-estar.

Contraste

Em cima ou embaixo, antes ou depois, rápido ou devagar, escuro ou claro. São tipos de contrastes que permitem que nosso cérebro reptiliano decida de forma rápida e segura. Contrastes chamam a atenção e causam ruptura, pois estamos constantemente querendo comparar o 1 com o 2. Sem esse estímulo entramos em um estado de confusão, resultando no adiamento ou cancelamento da decisão.

Tangível

Números funcionam para o “novo cérebro”, mas não para o reptiliano. O cérebro reptiliano está constantemente analisando o que é familiar e amigável. Portanto, dar menos carga cognitiva ao cérebro reptiliano faz com que ele reconheça rapidamente uma proposta e possa tomar a decisão de modo mais confortável, sem esforço ou dúvida.

Começo e fim

O cérebro reptiliano se lembra mais das coisas no início e final de uma interação. Vimos o exemplo citado no início deste artigo. Por isso, transmitir a informação mais importante no meio da sua mensagem provavelmente será esquecida pelo cérebro reptiliano.

Visual

O processamento visual chega primeiro ao cérebro reptiliano, pois ele está diretamente ligado ao nervo ótico. Avistar um animal e identificá-lo como um perigo é a resposta do nosso cérebro nos ajudando a sobreviver. Além disso, o nervo ótico responde 40 vezes mais rápido que o auditivo, sendo também o canal mais acessado para buscar a memória.

Emocional

Uma emoção é uma reação química que antecede o movimento e dispara decisões. Nosso cérebro reptiliano é fortemente acionado por emoções, e isso influencia nossa forma de memorizar e agir. Portanto, mensagens que tenham apelo emocional certamente fisgarão nosso cérebro reptiliano, pois a memória = emoção + repetição. Além disso, o apelo precisa ser recorrente para que se armazene na memória do ser humano.

Não somos máquinas de pensar que sentem. Somos máquinas de sentir que pensam de vez em quando. Essa frase de Antônio Damásio, chefe de Neurociência de Stanford, sintetiza bem este estímulo.

Portanto, entender o processo de formação da espécie humana pode ajudar a nos entender e entender também o motivo de tomarmos determinadas decisões, consumirmos determinados produtos ou comprarmos algo por impulso.

Redes Sociais Atrativas

07 dicas para tornar as redes sociais da sua empresa mais atrativas

Hoje em dia, a internet está incorporada à nossa vida de tal maneira que é quase impossível fazer qualquer coisa sem ela.


Isabela Mendes e Bruna Vieira,
Social Media & Digital Planner – Invente Comunicação

Por isso, é cada vez mais difícil ver as pessoas desconectadas de seus celulares, sem a internet ao alcance dos dedos. E se nossa vida já não é mais a mesma com a internet, o mesmo se pode dizer do processo de venda e fidelização do cliente por meio das redes sociais, que estão cada dia mais presentes na vida do consumidor.

A presença nas redes é uma excelente maneira de gerar valor para seus possíveis clientes, tornando o negócio ainda mais atrativo e principalmente, próximo das pessoas que consomem os seus produtos e serviços.

Até porque, hoje, o processo de compra está cada vez mais na mão do consumidor. A informação sobre produtos e serviços deixou de ser o básico e os clientes desejam muito mais! Interação, respostas rápidas, boas estratégias de engajamento e por aí vai…

Dicas Redes Sociais

É válido ressaltar que atualmente, as pessoas não procuram somente informações sobre produtos e serviços. Elas querem, antes de tudo, resolver problemas, e consequentemente, o produto ou serviço é só a etapa final deste processo.

Por este motivo, você deve criar valor para sua audiência e transformar a procura dos seus clientes em uma experiência única, que os levará diretamente à sua marca por meio das redes sociais.

Mas o que significa produzir conteúdo? Quais formatos você pode utilizar? Quais estratégias escolher? Há muitas formas de divulgar a informação que você gera. A Invente te dá algumas razões para começar agora!

Faça o download do nosso e-book “Como tornar as suas redes mais atrativas” e entenda a estratégia perfeita para as suas redes sociais decolarem!


processos-organizacional

Como definir uma gestão ideal para processos organizacionais

O tema deste artigo pode ter te despertado uma certa curiosidade e, ao mesmo tempo, acredito que também esteja passando pela sua cabeça como ele fará para resolver aquele pequeno incômodo que no fundo você sabe que tem. A ideia é conversarmos sobre algo que parece ser difícil, mas no fundo pode ser extremamente simples.


Larissa Cerdeira,
Atendimento – Invente Comunicação

Vamos começar a falar sobre o incômodo que mencionei há pouco? Com toda a certeza você já deve ter desejado várias vezes que o dia tivesse mais que 24 horas. Uma ou duas horinhas a mais fariam uma diferença notável na rotina, não é mesmo? A sua pauta seria finalizada todos os dias se o tempo não fosse o “grande vilão”? Estes questionamentos são comuns em grande parte das pessoas, – se bobear, até Steve Jobs já se deparou pensando nisso em algum momento da vida. Não é exceção para ninguém, todos acreditamos que temos algum problema com o tempo. O dia nunca é longo o suficiente e as horas passam na mesma velocidade de um piscar de olhos. É, se você precisa entregar tarefas importantes todos os dias ou trabalha com metas, esse tipo de pensamento pode se tornar angustiante a curto prazo.

Quase sempre somos bombardeados com informações que surgem em diversas vertentes e com prazos estourando a todo momento. Como organizar tudo isso com qualificação e, principalmente, da forma mais produtiva para o seu processo pessoal de trabalho? Tomo a liberdade de adiantar que no começo será um grande desafio, mas você verá o resultado ser construído naturalmente.

O ideal é sempre pensar em como eu posso tornar o meu dia mais útil e construtivo, como definir prioridades e saber lidar com segundos planos (“para depois”). Olha, se tem uma coisa gratificante e interessante de se dizer, é a frase: “Isso eu posso deixar para mais tarde”. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, nós não somos capazes de fazer tudo ao mesmo tempo. Alguns dizem que as mulheres se saem melhor neste tipo de situação, possuem facilidade e conseguem realizar várias tarefas ao mesmo tempo. Em alguns casos, isso até pode ser verdade. Eu realmente acho que em certos momentos conseguimos prestar atenção em várias informações e trabalhar com o desenvolvimento de inúmeras ações, mas não acredito que isso seja saudável para ninguém. Nós precisamos definir prioridades – focos e objetivos. Por mais simples que seja uma tarefa, é importante focar em resolver aquele detalhe antes de dar o próximo passo. Quando não nos concentramos e criamos “barreiras” ou distrações, não conseguimos finalizar o que nos propusemos a fazer. E, inevitavelmente, quando uma tarefa não é finalizada, postergamos e deixamos para o dia seguinte, o que a longo prazo acaba se transformando em uma bola de neve estratosférica.

Após definir por onde começar e o que é mais importante naquele momento, o gerenciamento do tempo será construído de forma singular. O tempo é o mesmo para todas as pessoas, nós apenas precisamos saber lidar com ele. Usar o tempo a nosso favor é um grande mérito. A organização está intimamente ligada a como o vemos e o observamos. O ponto de partida é entender que o seu método de trabalho não está errado ou equivocado, você apenas precisa encontrar uma maneira de balancear e equilibrar as informações.

Uma boa organização vem com o entendimento e conhecimento de inúmeras informações. Normalmente as pessoas organizadas entendem e sabem encontrar tudo o que você as questionar. Este tipo de posicionamento na maioria das vezes está ligado a uma prática simples: anotar! A quantidade de informações que temos na nossa cabeça e que precisamos saber e entender é absurda. A não ser que você seja superdotado, é praticamente impossível lembrar cada detalhe de tudo. Uma hora ou outra, a sua cabeça te deixará na mão. Por isso anote, reescreva e estude.

O aperfeiçoamento está ligado ao estudo e a prática do conhecimento. Mas antes de pensar em estratégias para se tornar um bom organizador, é preciso entender o processo e seus objetivos – ter uma visão geral da estrutura da empresa. Quando conhecemos bem o local onde trabalhamos, automaticamente pensamos em estratégias para a melhoria do processo. Toda grande mudança começa em um pequeno ato, por isso entenda cada detalhe e procure pensar em soluções que contribuam para o bom andamento e gerenciamento das informações e tarefas diariamente.

Quando pensamos estrategicamente, procuramos estabelecer métricas para medir resultados. Aliadas à organização, as métricas são importantes para gerenciarmos o processo e validarmos o resultado das ações. Elas são variáveis, você gerenciará e definirá as estatísticas. Como dito uma vez por William Edwards Deming, estatístico, professor e consultor norte-americano: “Não se gerencia o que não se mede, não e mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”.

performance

Para cada tipo de processo, é possível estabelecer indicadores diferentes. Como estamos partindo para uma visão voltada ao pessoal, pode-se definir caminhos a serem seguidos a fim de verificar a viabilidade das ações escolhidas e apropriadas pelo funcionário. Um bom exemplo de métrica neste caso pode ser definido pelos prazos de entrega: “será que eu estou dando conta do que preciso fazer em tempo hábil?” ou “será que não estou me apropriando de mais tarefas do que estou apto a trabalhar?”. Essas são questões que podem te ajudar a definir um processo mais alinhado com a sua realidade de trabalho e, automaticamente, te darão munição e conhecimento para gerenciar o sistema.

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